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COMÉDIA DE RUBENA”

 

 

O último trabalho de Fernando Tordo, em que musicou doze poemas de doze prémios Nobel da literatura, cantando em cinco línguas, com arranjos de Josep Más “Kitflus”. Apresentado em Setembro de 2005 no auditório da SGAE em Barcelona, que contou com a presença e intervenção de José Saramago.

O estilo enquadra-se numa formação jazzística, com um coro de quatro vozes.

O CD contém dois depoimentos escritos pelo Nobel português José Saramago e por Pilar del Rio, que acompanharam e apadrinharam este projecto.

12 Autores e temas Nobel

 

1. Joseph Brodski – E.U.A.– “Törnfallet” – ( Cantado em Inglês)

2. Octavio Paz – México – “Mar Por La Tarde” – (Cantado em Castelhano)

3. Saint –John Perse – França – “Hommage Aux Hommes D´Abîmes” – (Cantado em Francês)

4. Eugenio Montale – Itália – “Ho Sceso...” – (Cantado em Italiano)

5. Wislawa Szymborska – Polónia – “The Three Oddest Words” – (Cantado em Inglês)

6. Pablo Neruda – Chile – “El Monte Y El Rio” – (Cantado em Castelhano)

7. Rabindranath Tagore – Índia – “The Gardner” – (Cantado em Inglês)

8. Harry Martinson – Suécia – “Poème” – (Cantado em Francês)

9. Derek Walcott - Santa Lucia – “After the Storm” – (Cantado em Inglês)

10. Vicente Aleixandre – Espanha – “El Mar” - (Cantado em Castelhano)

11. Seamus Heaney - Irlanda – “Whatever You Say, Say Nothing” – (Cantado em Inglês)

12. José Saramago – Portugal – “ Circo ” – (Cantado em Português)

 

“Quando a música é como uma luva que envolve o poema, deixando-o ao mesmo tempo liberto de ataduras exteriores, tal como se mostrava antes na página aonde o compositor o foi buscar, é inevitável que nos perguntemos se não será mais exacto ter sido o poema a ir à procura da música. A resposta cómoda seria dizer que se encontraram a meio do caminho, mas eu prefiro ver as coisas doutra maneira: da música que é intrínseca ao poema forma-se a necessidade que conduzirá à música para o poema.

O compositor Fernando Tordo dirá que foi ele a escolher os poemas, eu direi que foram os poemas que o escolheram a ele e, consequentemente, à sua música. O resultado está neste disco, talvez o ponto mais alto da sua inspiração em tão extensa carreira. Fazer autênticas canções sobre poemas é muito menos fácil do que se imagina. As notas musicais, permita-se-me a vulgaridade da expressão, não são pau para toda a obra. Fernando Tordo respeita tanto as notas de música como as palavras, ele próprio é um artesão de palavras.

Quanto ao cantor, apetece-me dizer que, na sua maturidade de homem e de artista, se descobre que tem uma orquestra de câmara na garganta. Ouça-se, ouça-se outra vez.

O prazer de escutar crescerá com a repetição”.

_José Saramago