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COMÉDIA DE RUBENA”

 

É uma retrospectiva da carreira deste canto-autor que celebra o seu 40º ano de profissão em que escreveu centenas de canções incontornáveis, no espólio de clássicos da música portuguesa. Canções como “ Cavalo à Solta “, “ Estrela da Tarde “, “ Adeus Tristeza ”, “ Tourada ”, entre outras.

Este espectáculo, para além dos clássicos, apresenta também, temas dos seus três últimos trabalhos de edição de autor: “ Lisboa de Feira ” (1995), “ Peninsular “ (1997) e “ E no Entanto Ela Move-se “ (2002), distribuído pela Universal Music Portugal. Sobre este seu último projecto, Baptista-Bastos escreve em ÉTICA E A ESTÉTICA DE UM GRANDE MÚSICO:

 

...Uma obra que nos fala de amor, dos desconcertos do mundo, das virtudes da honra, dos desesperos da alma, das faces da hipocrisia, das mentiras que se ocultam em muitas verdades, e sem nunca ferir a tecla do panfleto. Tordo serve-se de uma estética para defender uma ética, exactamente porque ele sabe que uma não existe sem a outra)...

Grande compositor, grande poeta, Fernando Tordo conta-nos em melodias muito belas e com palavras irreprimíveis, que a vontade humana pode sempre desfazer o que fez, e fazer o que outros desfizeram. Por vezes, o registo é o do sarcasmo; por vezes, o timbre é o da melancolia; outras, o da revolta mas sempre o de o apelo comovido e persistentemente humano à nossa condição, e ao precário das coisas.

É um dos mais belos CD's escritos, musicados e cantados em Português que ouvi, nos últimos anos. Canções que nos falam porque falam da gente, numa espécie de familiaridade viva e harmoniosa, um conto, uma crónica, uma história que procedem de uma ilimitada imaginação e de um poderoso acto criador...Exactamente porque estas onze canções não poderiam ser compostas por mais ninguém senão por um português, e o português destas canções não poderia ser outro senão Fernando Tordo.

...Eis a marca de um estilo, o estofo de uma arte e a compleição de um homem que designa o facto real e o transfigura sem o desfigurar. Um estilo absolutamente inconfundível, por absolutamente pessoal...

 

Fernando Tordo é acompanhado por um quarteto com direcção musical de António Palma (piano), Massimo Cavalli (contrabaixo e baixo eléctrico), Henry Sousa (bateria) e Jean Mark Charmier (acordeão, trompete, fliscorne e bombardino). Cerca de 90 minutos de histórias, canções e interacção com o público, deste verdadeiro comunicador e homem de palco.

Este espectáculo já passou por: Ermesinde, Trofa, Montijo, Barcelos, Almada (Convento dos Capuchos), Torres Vedras (Cine Teatro), Couço, Gáfete (Crato), Torre de Moncorvo, Granada (Espanha), Vila do Conde, Cidade do México (México), Faro (Teatro Lethes), Vizela, Pontedera (Itália), entre outros