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“ AS PESTANAS DA GRETA GARBO” [ musical ]
Um original de FILIPE FERRER
"AS PESTANAS DA GRETA GARBO" é uma peça actual e provocadora sobre a História Secreta de alguns Rapazes e Raparigas da minha geração, nascidos em Portugal, em meados dos anos TRINTA. Com o formato de "one-man-show" musical, "AS PESTANAS DA GRETA GARBO" é uma versão aparentemente frívola do que foi a formação do imaginário da juventude da Classe Média nos anos 40 e 50, no contexto sócio-cultural do Portugal da época, através de uma evocação e de uma reflexão feitas quarenta anos depois! O texto é um discurso "coloquial" que refere o Estado Novo, o Cinema, os Costumes, as Relações entre as pessoas, relações sociais e românticas, e as relações com o nosso próprio imaginário. Entre outras razões mais nobres... "AS PESTANAS DA GRETA GARBO" nasceu do facto de eu, como Actor, estar um pouco farto de falar pela boca de personagens traduzidas de Shakespeare , de Strindberg , de Vampilov , de Noel L. Cowa rd, de Harold Pinter , Chekov , Copi , etc... ou através do vernáculo de Almeida Garrett ou Gil Vicente ... Penso que teatro português ACTUAL é o que os Portugueses têm para dizer agora e eu…o que tenho para dizer neste momento…é o que escrevi em "AS PESTANAS DA GRETA GARBO". "As Pestanas..." tem uma continuidade balizada por 20 canções cantadas por mim. Estas canções procuram ilustrar e provar alguns pontos de vista de quem se debruça sobre... a História Secreta de alguns... não poucos... Rapazes e Raparigas nascidos em Portugal nos anos 30/40. - FILIPE FERRER
Em palco, Filipe Ferrer é acompanhado por um trio: piano, contrabaixo e bateria. - FILIPE FERRER – actor, dramaturgo Iniciou a sua carreira artística aos treze anos no Colégio de Santo Tirso, onde estudou Declamação e Teatro. Do seu longo percurso como profissional vincado pela qualidade e versatilidade, salientam-se o seu trabalho como director de vários grupos amadores de teatro, em peças de teatro Vicentino e de Molière. De mencionar, o seu trabalho como actor em numerosas peças de várias companhia de teatro nacionais, tais como: - Companhia Nacional de Teatro sob a direcção de Couto Viana, ao lado de grandes nomes do teatro como Fernanda Monte-Mór, Mário Pereira, Assis Pacheco, Álvaro Benamor, Lígia Teles, etc.; - Companhia "Teatro do Nosso Tempo" de Jacinto Ramos, onde surge ao lado de Maria Barroso, Isabel de Castro, Manuela de Freitas, Dário de Barros, etc.; - Casa da Comédia , então orientada por Fernando Amado, onde é contemporâneo de Maria de Céu Guerra e Santos Manuel; - Companhia de Teatro de Estúdio de Lisboa , convidado pela directora Luzia Maria Martins, para o importante papel de "O Narrador" na peça "THOMAS MOORE" de Robert Bolt, com Joaquim Rosa, Helena Félix, Baptista Fernandes, etc.
Trabalhou como Programme Assistant na BBC de Londres, simultaneamente frequentando cursos livres de teatro e o meio artístico londrino. Parte para o Brasil onde continua a sua carreira de jornalista, já iniciada em Portugal, ingressando na Editora Abril onde desempenha funções de Redactor e Secretário de Redacção do Grupo de Revistas Femininas, Gerente da Abril Press e Gerente Sectorial de Publicidade. Posteriormente, é Gerente Geral para o Brasil da revista Vogue. É autor, produtor, e apresentador de um programa diário na Rádio Gazeta de São Paulo, chamado "Playtime". Participa como actor em peças de teatro para a televisão. Trabalha na realização de TV com gente importante do Brasil como Walter George Durst, Fernando Pacheco Jordão, Cláudio Petraglia e com actores como Sônia Braga, Armando Bogus, Aracy Balabanian, etc. Regressado a Portugal em 1981, realiza filmes publicitários e reportagens para a RTP. Desde 1982 que tem vindo a participar em mais de 60 filmes para cinema, 15 telenovelas e séries televisivas, e cerca de 14 peças de teatro, em palco e para televisão.
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